Correios adiam fechamento de agências e buscam acordo com sindicatos para evitar greve

Correios adiam fechamento de agências e buscam acordo com sindicatos para evitar greve

Imagem: Ricardo Moraes

 

Em meio à condução de um amplo plano de reestruturação financeira, a direção dos Correios decidiu adiar temporariamente o fechamento de suas agências. A medida foi tomada como estratégia para conter ameaças de greve e abrir espaço de diálogo com os sindicatos que representam os trabalhadores, permitindo que as entidades apresentem questionamentos e sugestões sobre as mudanças operacionais.

Para sustentar suas operações e o processo de reestruturação, a estatal firmou, em dezembro de 2025, um empréstimo expressivo de R$ 12 bilhões com um grupo de cinco bancos. Apesar da suspensão temporária no encerramento das filiais, outras frentes de contenção de despesas seguem ativas, como a venda de imóveis da companhia.

O plano original prevê o fechamento de mil unidades em todo o país, mas apenas 256 foram efetivamente desativadas até o momento. Caso a meta seja totalmente concluída, os Correios projetam uma economia de R$ 2,1 bilhões. Outro pilar fundamental para o ajuste de contas é o lançamento em breve de um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), focado exclusivamente nos cerca de 7 mil funcionários das agências que correm o risco de fechar. Estimativas apontam que o PDV pode responder por até 45% da economia projetada, embora a adesão na primeira rodada deste ano tenha ficado em 31% do público-alvo (3.181 trabalhadores).

Cenário Financeiro e Novo Contrato com o Banco do Brasil

Os Correios enfrentam um cenário financeiro severo. No primeiro trimestre de 2026, a estatal registrou um prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões, um salto considerável em comparação às perdas de R$ 1,725 bilhão no mesmo período do ano passado. O balanço oficial aponta que o resultado negativo decorre da queda contínua nas receitas de serviços postais tradicionais e do avanço acirrado da concorrência no setor de logística e e-commerce.

Como alento comercial diante da crise, o Banco do Brasil anunciou a assinatura de um contrato de R$ 2,3 bilhões com a estatal. Válido pelos próximos cinco anos, o acordo garante a prestação de serviços postais convencionais, especiais e telemáticos, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Segundo o Banco do Brasil, a contratação passou por rigorosas análises técnicas e jurídicas antes de sua formalização.

Via: CNN Brasil

 

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