Imagem: Assessoria Sistema Faep
O Sistema FAEP/SENAR-PR entregou a candidatos ao governo do Paraná e à Presidência da República documentos com as principais demandas do setor agropecuário para o mandato 2027-2030. As propostas reúnem reivindicações de 163 sindicatos rurais e abrangem gargalos nas áreas de crédito, infraestrutura, segurança, energia e gestão de riscos climáticos.
No âmbito estadual, a entidade apresentou o Plano Diretor do Agronegócio Paranaense 2027/30, composto por mais de 360 diretrizes. Em nível nacional, elaborou o documento Propostas ao Candidato a Presidente da República 2026, que elenca 15 prioridades técnicas e jurídicas distribuídas em sete áreas.
Gargalos e prioridades do setor
Os documentos entregues aos presidenciáveis e postulantes ao governo do Estado destacam os pontos mais críticos para o agronegócio paranaense e nacional:
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Energia Elétrica e Infraestrutura: Diante das perdas causadas por oscilações e interrupções no fornecimento de energia — agravadas pelo reajuste tarifário da Copel de 20,51% em junho de 2026 —, a entidade solicita um Plano Estadual de Modernização da Infraestrutura Elétrica Rural, reforço de verbas no programa RenovaPR e convênio entre a Aneel e a Agepar para descentralizar a fiscalização.
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Estradas Vicinais: A entidade defende investimentos na malha viária secundária e terciária do estado, avaliada em 170 mil quilômetros. Custos operacionais decorrentes de estradas precárias no Brasil chegam a R$ 6,4 bilhões anuais, segundo estudo da Esalq/CNA.
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Segurança no Campo: O setor pede a institucionalização por lei da Patrulha Rural nos batalhões da Polícia Militar, com ampliação de efetivo, instalação de internet via satélite nas viaturas e integração com o Batalhão de Polícia Rodoviária e o Corpo de Bombeiros.
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Crédito e Plano Safra: A entidade cobra que o Plano Safra seja tratado como política de Estado, garantindo recursos plurianuais para equalização de juros. A safra 2025/26 registrou desembolso de R$ 344,9 bilhões em crédito rural, volume 10,1% inferior ao do ciclo anterior, em cenário de Selic a 14,25% ao ano e inadimplência de 15,53% em operações a taxas de mercado para pessoas físicas.
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Reestruturação de Dívidas: Diante das restrições e dos juros elevados aplicados na renegociação via Medida Provisória 1.376/2026, a entidade propõe a criação de uma política permanente de reestruturação financeira para os produtores rurais.
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Seguro Rural: Em função da redução do orçamento federal para a subvenção do seguro — e da queda das apólices no Paraná de 82,19 mil para 9,24 mil desde 2021 —, o setor defende o fortalecimento do programa para cobrir ao menos 20% da área agrícola em quatro anos. A pauta ganhou respaldo com a sanção da Lei 15.526/2026 (oriunda do PL 2.951/2024), que torna a subvenção de execução obrigatória no orçamento e estabelece novos critérios para a cobertura de catástrofes.
Via: Alerta Paraná
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