Saúde no Inverno: Saiba Diferenciar Resfriado, Gripe e Pneumonia e Fique Atento aos Sinais de Alerta

Saúde no Inverno: Saiba Diferenciar Resfriado, Gripe e Pneumonia e Fique Atento aos Sinais de Alerta

Imagem: Ilustração gerada por IA/Dr. Marcelo Kaminski

 

Com a chegada definitiva do inverno e a recente onda de frio intenso que derrubou as temperaturas em todo o Paraná, os casos de infecções respiratórias começam a registrar uma alta significativa. O hábito de manter ambientes fechados para se proteger do frio favorece a circulação de vírus, tornando essencial saber diferenciar um simples resfriado de uma gripe ou de uma pneumonia — que pode ser uma evolução grave da doença.

De acordo com o médico Dr. Marcelo Kaminski, embora essas enfermidades possam apresentar sintomas parecidos nos primeiros dias, a evolução de cada uma delas é bem distinta. Entender esses sinais ajuda a identificar o momento exato de buscar a unidade de saúde.

Resfriado vs. Gripe: Como Identificar?

A principal diferença está na intensidade dos sintomas e no impacto na rotina do paciente:

  • Resfriado: É uma infecção mais leve, restrita às vias aéreas superiores. Causa coriza, um pouco de tosse e, às vezes, dor de garganta. Geralmente não provoca febre e a pessoa consegue manter suas atividades diárias normalmente.

  • Gripe (Influenza): O início é súbito e agressivo. O paciente apresenta febre alta, dores musculares generalizadas, dor de cabeça e cansaço intenso, ficando bastante debilitado e precisando repousar na cama. A febre da gripe costuma durar cerca de três dias, com melhora gradativa após esse período.

O Sinal de Alerta para a Pneumonia

O grande perigo mora na persistência dos sintomas. Se a febre não baixar ou a tosse piorar após três ou quatro dias, o quadro pode ter evoluído para uma pneumonia, uma infecção que atinge diretamente os pulmões e responde por grande parte das internações hospitalares na estação fria.

"Se houver persistência da febre ou piora da tosse, é fundamental procurar um médico, porque pode ser pneumonia", alerta o Dr. Marcelo Kaminski.

Além da febre persistente, as famílias devem ligar o sinal de alerta máximo caso o paciente apresente dificuldade para respirar (falta de ar), dor no peito e prostração extrema. A atenção deve ser redobrada com os grupos mais vulneráveis: idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Como se Proteger?

A prevenção continua sendo o melhor remédio. A vacinação anual contra a gripe é a ferramenta mais eficaz para reduzir o risco de complicações e casos graves de pneumonia. Além disso, hábitos simples do dia a dia ajudam a cortar o ciclo de transmissão dos vírus:

  • Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel frequentemente;

  • Manter, sempre que possível, os ambientes ventilados para circular o ar;

  • Adotar a etiqueta respiratória, cobrindo a boca e o nariz com o braço ao tossir ou espirrar.

Via: Alerta Paraná

 

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