Guia orienta sobre nova tecnologia no combate ao câncer de colo do útero no Brasil

Guia orienta sobre nova tecnologia no combate ao câncer de colo do útero no Brasil

Imagem: João Risi/MS

 

A Fundação do Câncer lançou, nesta quinta-feira (08), uma versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero. A publicação faz parte das ações do Janeiro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doença, e traz uma mudança fundamental: a transição gradual do tradicional exame Papanicolau pelo moderno teste molecular de DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova estratégia coloca o Brasil em linha com países que são referência mundial na erradicação da doença, como a Austrália.

O que muda com o novo exame?

Ao contrário do Papanicolau (citologia), que identifica alterações nas células quando elas já estão presentes, o teste molecular detecta a presença do próprio vírus HPV antes mesmo que ele cause qualquer lesão.

  • Precisão Elevada: O exame é automatizado e possui 99% de segurança.

  • Intervalo Maior: Se o resultado for negativo, a mulher só precisará repetir o teste após cinco anos, diferente dos três anos recomendados atualmente para a citologia.

  • Público-Alvo: No Brasil, o rastreamento continua focado em mulheres de 25 a 64 anos.

Vacinação contra o HPV: O primeiro pilar

Além do novo método de rastreamento, o guia reforça a importância da vacinação. O Programa Nacional de Imunização (PNI) está realizando um esforço especial para vacinar adolescentes entre 15 e 19 anos que perderam a dose na idade ideal.

  • No SUS: A vacina é gratuita para meninas e meninos de 9 a 14 anos (dose única).

  • Grupos Prioritários: Pessoas vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos têm direito à vacina até os 45 anos.

Implementação Gradativa

O Ministério da Saúde já iniciou a implementação do teste de DNA-HPV em 12 estados e planeja expandir para todo o país até 2030. O objetivo é cumprir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminar o câncer de colo do útero, alcançando 90% de meninas vacinadas e 70% das mulheres rastreadas com testes moleculares.

Enquanto a nova tecnologia não chega a todas as unidades de saúde, os exames preventivos tradicionais (Papanicolau) continuam sendo fundamentais e devem ser mantidos regularmente.

Via: Agência Brasil

 

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