Imagem: Reprodução CNN
Com a safra totalmente colhida no campo e o mercado internacional aquecido, o preço da soja no Brasil alcançou a maior cotação registrada ao longo de 2026. Em pleno período de entressafra, a saca de 60 quilos do grão fechou cotada a R$ 142,65 nesta segunda-feira (20) no Porto de Paranaguá (PR), registrando alta de 1,16% em relação ao dia anterior e acumulando uma valorização de 6,79% somente no mês.
A disparada nos preços é reflexo direto do cenário externo, impulsionada pela valorização do petróleo no mercado financeiro global e pelo forte ritmo de compras por parte da China.
"Apetite chinês" e guerra comercial favorecem o grão brasileiro
O principal motor do aquecimento nas exportações brasileiras vem do mercado asiático. Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que o país importou 12,08 milhões de toneladas de soja brasileira em junho — um aumento de 13,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Em contrapartida, diante da tensão comercial com os Estados Unidos, a China reduziu em 20% as compras da soja norte-americana no mês de junho (1,27 milhão de toneladas). No acumulado do primeiro semestre de 2026, o cenário é de forte contraste:
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Soja dos EUA: Queda de 42,4% nas compras chinesas (9,31 milhões de toneladas);
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Soja do Brasil: Crescimento de 9,1% nas vendas para o mercado chinês (34,75 milhões de toneladas).
Segundo a consultoria Biond Agro, a expectativa para o segundo semestre é de uma transição sazonal, onde os Estados Unidos passam a fornecer maior volume global com o avanço de sua nova colheita. Contudo, eventuais reduções na produtividade norte-americana podem sustentar os preços elevados na Bolsa de Chicago.
Petróleo e clima nos EUA mantêm mercado internacional em alerta
Além do fator chinês, a alta nas cotações do petróleo impulsionou os grãos utilizados na produção de biocombustíveis. Na Bolsa de Chicago, todos os contratos de soja fecharam em alta, liderados pelos contratos de agosto (+1,78%) e novembro (+1,93%).
No complexo soja, o grande destaque é o farelo, operando em alta contínua devido ao aumento das compras pelas indústrias processadoras dos EUA para esmagamento interno.
No campo meteorológico, as previsões para o cinturão agrícola norte-americano apontam o retorno de chuvas pontuais, o que alivia momentaneamente os temores de seca. No entanto, as temperaturas elevadas do verão nos EUA e a distribuição irregular das precipitações mantêm os analistas e produtores rurais em constante estado de alerta.
Via: CNN Brasil
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