Imagem: Reprodução/ Rede Sociais
O Poder Judiciário condenou o empresário Celso Fruet, de 72 anos, a uma pena de 16 anos e quatro meses de reclusão pelo desvio de aproximadamente R$ 20 milhões de produtores rurais na região Oeste do Paraná. Dono de uma cerealista em Campo Bonito, Fruet foi responsabilizado por 124 crimes de estelionato. Além da prisão, a sentença estabelece o pagamento de uma multa fixada em R$ 959 mil.
O empresário, que estava foragido e foi localizado em Francisco Beltrão em novembro de 2025, permanece detido. De acordo com o Ministério Público, ele utilizava a confiança de 30 anos de mercado para atrair as vítimas, oferecendo pagamentos acima do valor de mercado pelas sacas de soja, milho e trigo. No entanto, após receber e vender a produção de mais de 100 agricultores, o empresário esvaziou os silos e desapareceu sem repassar os valores devidos.
O "Modus Operandi" do Crime
As investigações, conduzidas pela Polícia Civil, revelaram que o golpe foi planejado minuciosamente:
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Venda Oculta: Fruet vendeu sua cerealista para uma cooperativa em junho de 2025, mas continuou negociando com os agricultores como se ainda fosse o proprietário, sem informar sobre a transação.
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Esvaziamento: Em julho do ano passado, as vítimas encontraram o prédio da empresa vazio, sem grãos, sem computadores e sem funcionários.
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Histórico: A polícia confirmou que o empresário já havia sido investigado por crimes semelhantes em Capanema e Virmond, repetindo a mesma estratégia de atrair produtores com preços vantajosos.
Impacto nas Famílias e Relatos
O prejuízo financeiro causou danos sociais profundos em Campo Bonito e cidades vizinhas. Entre os relatos, destaca-se o de famílias que dependiam do valor da safra para tratamentos de saúde e sustento básico. A defesa de Celso Fruet afirmou que considera a pena desproporcional e que irá recorrer da decisão judicial, alegando equívocos na sentença.
Segurança no Agronegócio e Vigilância Institucional
A proteção do produtor rural contra fraudes é essencial para a estabilidade da economia paranaense, que tem no campo sua maior força.
Órgãos de fiscalização agropecuária, a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público desempenham funções fundamentais no licenciamento de armazéns, monitoramento de transações comerciais e fiscalização da idoneidade de cerealistas. Esse trabalho de vigilância técnica e jurídica é essencial para coibir práticas ilícitas, assegurando que o comércio de grãos ocorra com credibilidade institucional e transparência, protegendo o patrimônio das famílias do Oeste e garantindo que o setor produtivo funcione com integridade em todo o Paraná.
Via: g1
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