Imagem: SESA
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue como uma das principais portas de entrada para o socorro de urgência e emergência no Paraná. Acionado em situações críticas — como acidentes de trânsito, infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), crises convulsivas e problemas respiratórios graves —, o serviço conta com uma estrutura desenhada para salvar vidas, mas que depende diretamente da colaboração da população para ganhar agilidade.
Apenas nos primeiros quatro meses de 2026 (de janeiro a abril), o Samu já contabilizou 420.712 ligações em todo o estado. O número representa um aumento de 4,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 402.373 chamados.
Como funciona o fluxo de atendimento?
Ao discar o número 192, o cidadão fala primeiro com profissionais treinados para coletar rapidamente dados essenciais, como o endereço exato e a situação da vítima. Na sequência, o caso é repassado para a Central de Regulação Médica. É o médico regulador quem avalia a gravidade da ocorrência e define a melhor conduta.
Nem sempre o chamado resulta no envio de uma ambulância. Em casos específicos, como em algumas crises de ansiedade, o médico pode prestar o atendimento e passar orientações diretamente por telefone. O Samu atua de forma integrada à Rede de Atenção às Urgências do Paraná, trabalhando em sintonia com hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Corpo de Bombeiros.
“O tempo de resposta faz diferença em situações críticas. A regulação médica permite organizar os atendimentos com prioridade técnica, garantindo que os recursos sejam direcionados da forma mais rápida e eficiente possível”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves.
Orientações práticas para salvar vidas
A gerente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Giovana Fratin, reforça que a precisão das informações passadas pelo telefone é o que dita a velocidade do socorro. A orientação em acidentes de trânsito, por exemplo, é jamais movimentar as vítimas ou retirar capacetes de motociclistas sem o respaldo dos socorristas.
A Sesa também faz um alerta severo sobre o impacto negativo dos trotes. Ligações falsas ocupam linhas de emergência, mobilizam viaturas sem necessidade e colocam em risco a vida de quem realmente precisa de ajuda imediata.
Passo a passo: O que fazer ao ligar para o 192?
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Mantenha a calma: Isso é fundamental para passar os dados corretos e entender as instruções.
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Siga as ordens: Escute atentamente e cumpra as orientações do atendente e do médico regulador.
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Detalhe a situação: Informe o número de vítimas e se elas estão conscientes.
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Localização precisa: Diga o nome da rua ou avenida, o número e pontos de referência marcantes.
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Não medique: Nunca ofereça água ou medicamentos para as vítimas.
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Cuidado com motociclistas: Em quedas ou colisões, não toque na vítima e não remova o capacete.
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Sinalize o local: Sempre que possível, utilize o triângulo do carro ou galhos para alertar o trânsito.
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Atenção aos riscos: Observe se há vazamento de combustível ou perigos ao redor.
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Parada cardíaca: Caso a vítima pare de respirar, mantenha as compressões torácicas seguindo o ritmo ditado pelo médico ao telefone até a chegada da ambulância.
Via: AEN
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