Imagem: Corpo de Bombeiros
O que parecia um cenário de tragédia terminou em alívio e celebração para a família de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos. Após cinco dias desaparecido na imensidão do Pico Paraná — a montanha mais alta do Sul do Brasil —, o jovem foi localizado com vida na manhã desta segunda-feira (05). Roberto caminhou mais de 20 quilômetros sozinho por áreas de mata fechada e penhascos até conseguir ajuda em uma fazenda no município de Antonina.
O estudante desapareceu no dia 1º de janeiro, durante a descida da montanha, após ter subido para acompanhar o primeiro nascer do sol de 2026.
O Drama da Sobrevivência:
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A Queda e o Desespero: Roberto relatou que se perdeu do grupo e acabou caindo em uma encosta. Em um ato de desespero e fé, ele chegou a saltar de uma cachoeira de aproximadamente 30 metros para conseguir avançar pelo leito de um rio, já que não conseguia mais retornar pela mata.
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Condições Extremas: Sem comida, sem óculos (que perdeu na queda) e enfrentando o frio intenso da serra apenas com roupas leves, o jovem sobreviveu com o que restava de um panetone e uma ameixa.
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O Resgate: A operação mobilizou mais de 500 pessoas, incluindo o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do Corpo de Bombeiros, drones térmicos, helicópteros e centenas de voluntários. Roberto foi encontrado com diversas escoriações e hematomas, mas estava lúcido.
"Foi Deus", diz o jovem:
Em um vídeo emocionante gravado para a família logo após ser encontrado, Roberto descreveu seu estado: "Estou cheio de roxo no corpo, várias escoriações, não consigo enxergar porque perdi meu óculos, sem bota, mas estou bem. Foi Deus".
O caso também gerou polêmica nas redes sociais devido à conduta da amiga que o acompanhava, que desceu a montanha antes dele e chegou a publicar comentários controversos enquanto as buscas ainda estavam em curso. Ela admitiu o erro em entrevista posterior, afirmando que não imaginava que o amigo pudesse se perder.
Roberto foi encaminhado ao Hospital Municipal de Antonina para exames e reidratação. O desfecho é considerado um milagre pelas equipes de resgate, dada a periculosidade da região e o tempo de exposição aos riscos da montanha.
Via: Bem Paraná
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